Foto: Erik Reis

Letras e Tempestades  Ano03


Nossos silêncios.

Miguel Delgado e Silva

Já é tão noite Antônio.

Descansa seu não saber pela noite que te zomba.

A madrugada é mesmo o campo duvidoso

de quem não dorme,

e as palavras,

a essa hora,

ganham formas e dançam na incerteza do caos,

do silêncio angustiante das estrelas que insistem

em nos mostrar a luz,

mesmo que em pingos.

 

Descansa sua ousadia na retina do nada,

porque estou sem inspiração e mesmo assim,

ainda assim,

queria tanto dizer-lhe,

mas a essa hora só nascem banalidades de mim e do meu sono.

Então Antônio,

vou dormir,

outro dia falaremos de amores.



Escrito por Simone Oliveira às 17h29



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