Foto: Erik Reis

Letras e Tempestades  Ano03


AVISO:

Aos meus 15 leitores:

Mudei de endereço e estou, semanalmente, "on line" aqui:

Acessem: http://www.letrasetempestades.blogspot.com

Espero vcs por lá.

Beijos, Simone Oliveira



Escrito por Simone Oliveira às 17h53



Quando maio ainda é abril...

Paulo Medeiros

 

Era tarde quando resolvi querer.

 

Era noite.

 

Era chuva.

 

Era quase sempre.



Escrito por Simone Oliveira às 21h52



Foto: Sérgio Rodrigues

O rascunho mal acabado das minhas inverdades

margeando os cílios da minha incerteza.

 

Abril acendeu a luz da minha nostalgia

e brindou o meu cansaço,

revelando o depois dos meus sins e

ocultando a verdade entre meus nãos.

 

Tempestades e algum pouco de ventania.

 

Solidão apenas....



Escrito por Simone Oliveira às 18h25



Carnaval... cinzas... março...

João Santiago

A nossa memória não amanheceu.

Frio.

Frio dentro de mim,

na permanência do que sempre pergunto.

Fevereiro já é quase março

e volto a ter sono na hora de acordar.

As máscaras:

cinzas, num chão de uma quarta-feira de cinzas.

Nada mais.



Escrito por Simone Oliveira às 17h06



Então é dezembro...

A ironia me seduz

com seus dentes negros:

apaga a luz do mundo em chamas de velas

e depois se esquece de acender.

 

Seria trágico se não fosse frágil,

nas manhãs dúbias

em que nossas perguntas questionam.

 

Seria fato se não fosse dúvida,

uma prosaica encenação

e estamos todos no picadeiro do mundo.

 

É dezembro,

acendam as luzes do nosso negro coração.



Escrito por Simone Oliveira às 17h48



Nossos silêncios.

Miguel Delgado e Silva

Já é tão noite Antônio.

Descansa seu não saber pela noite que te zomba.

A madrugada é mesmo o campo duvidoso

de quem não dorme,

e as palavras,

a essa hora,

ganham formas e dançam na incerteza do caos,

do silêncio angustiante das estrelas que insistem

em nos mostrar a luz,

mesmo que em pingos.

 

Descansa sua ousadia na retina do nada,

porque estou sem inspiração e mesmo assim,

ainda assim,

queria tanto dizer-lhe,

mas a essa hora só nascem banalidades de mim e do meu sono.

Então Antônio,

vou dormir,

outro dia falaremos de amores.



Escrito por Simone Oliveira às 17h29



Ah... o tempo !!!

Foto: Sérgio Rodrigues

A madrugada deita sua sombra

em minha boca que  cala a palavra e a pergunta.

 

Viscerais,

meus sonhos não tem sono,

nem minhas mãos, desejos.

 

Nessa hora fria

em que a terra dorme e o silêncio grita,

meus olhos se abrem onde nascem paixões,

e recito, dissonante,

a promessa que decoramos

numa noite que jamais amanheceu.



Escrito por Simone Oliveira às 17h42



Março... tempo... vida...

Foto: Paulo Medeiros

INDECENTE,

sem deixar de ser meigo.

MÁGICO,

sem deixar de ser revelado.

ALEATÓRIO,

sem deixar de ser constante.

ESCURIDÃO,

sem deixar de ser Clara.

MEU AMOR,

sem deixar de ser seu.



Escrito por Simone Huck às 07h01



Era...

Toulousse Lautrec

Era feita de flor a nossa agonia

e reverberava pelos acentos que os

nossos dedos comprimiam.

Era feita de estampas que se convergiam

em imagens que nossos olhos molhavam.

 

Era feito de amor o nosso depois,

suado pelo desejo que a nossa garganta escondia.

Eram noites que sempre pareciam manhãs

e que eu até me esquecia de dormir.

 

Era pouco mais,

era quase sempre,

era tanto.



Escrito por Simone Huck às 10h44



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